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domingo, 22 de março de 2015

Dia mundial da água

22 de Março dia mundia da água, água é vida e com tanto desperdícios acaba.

Eu vi um homem desperdiçando água
Vi o homem sem água pra beber
Vi um homem desmatando manancial
Vi também seus netos padecerem de sede
Eu vi um homem matando a natureza
Vi a natureza matar esse mesmo homem
Vi um homem jogar lixo na rua
Vi esse lixo atrair pragas que matou o homem
Vi um homem traficando animais
Vi homem refém do homem
Vi um homem plantando árvore frutífera
Vi esse homem alimentado de seus saborosos frutos
Vi homem matando. Vi homem morrendo
Vi produtos poluentes. Vi câncer de pele
Vi enchentes. Vi floresta virá deserto
Vi maremoto. Vi chuva ácida
Vi queimadas. Vi animais em extinção

Vi a degradação da natureza pela ação do homem.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Papagaio

Papagaio é uma fábula das histórias do Guarda-roupa

Não pode me dar linha em um dia de vento que vou brincar lá no céu.
 Ganho altura na imensidão e rodopio ao perceber a felicidade do meu mestre que não se cansa de olhar pra cima e me admirar.
 Eu vivo nas nuvens. Vou para onde o vento me levar. Confesso que não tenho asas, mas vivo voando alto. Sou uma pipa Papagaio.
 Quando se cansa meu dono puxa a linha e me leva para casa. Quando eu quero sentir o vento um pouco mais eu recuso a descer do céu, porém meu dono enrola a linha para provar que me controla. Certo dia, eu não obedeci a seu chamado: mordi a linha, fiquei desorientada, fui forçada a descer e tive uma aterrissagem brusca, caí em um lugar esquisito com cachorro feroz latindo pra mim. Fiquei aliviada quando vi meu mestre correndo desesperado ao meu encontro. Ele me apanhou e me abraçou e fiquei feliz de voltar pra casa mais uma vez com meu querido mestre.
 Sou uma pipa Papagaio. Adoro ser admirada. Não me incomodo em dividir o céu com outras pipas. Eu até gosto da companhia das pipinhas mequetrefes que tentam se exibir e pagam maior mico no céu, gosto também das pipinhas sassariqueiras que adoram brincar de pega-pega com leves beijinhos. Gosto até das pipas sérias que não gostam de diversão, sempre tontas com o puxão do vento, desmaiam e caem sobre o solo quando o vento vai embora.
 Sou uma pipa Papagaio. Eu não gosto de confusão. É por isso que fujo dos papagaios encrenqueiros que ganham altura só para cortar a linha dos seus semelhantes.
 Não é que eu seja covarde, é que não sou soldado de guerra. Não gosto de machucar nenhuma pipa, mas também não quero que me machuquem.  Além disso, não uso cerol na linha, eu acho o ato desumano.
 Uma bela tarde de sol, apareceu um senhor de 22 anos com uma pipa revoltada e foi direto cortando a minha linha.  Cai bruscamente e me machuquei na pedra, partiu-se minha rabiola. Pensei que fosse ficar deficiente para sempre, mas sou uma pipa Papagaio de sorte. Meu dono gosta muito de mim e não me jogou fora como faria se fosse um mestre desalmado.
 Sou uma pipa Papagaio de sorte. Ganhei outra rabiola, outra linha sem cerol e continuo voando sob o céu azul.

 Meu dono foi capaz de me refazer e fez uma rabiola ainda mais bonita que a primeira e sei que quando eu me aposentar, meu mestre, meu dono, o menino da Rua Augusto dos Anjos sempre se lembrará de mim com carinho. Por isso que sempre digo: sou uma pipa Papagaio de sorte!

sábado, 14 de março de 2015

Mão que escreve poesias



Mão que escreve poesias
Para a pessoa amada
Mão que escreve poesias
Para descrever a pobreza das mentes menos evoluídas
Mão que escreve poesias
Para dizer a família como ela é importante
Mão que escreve poesias
Para alegrar os amigos
Mão que escreve poesias
Para emocionar os leitores
Mão que escreve poesias
Para expressar sentimentos

Deixando assim suas cartas maravilhosas